A baleia

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Acho que o que mais gostei desse filme foi entender o contexto de gravação por trás da obra. Em 2021 estávamos ainda em plena pandemia e o mercado audiovisual procurava se reinventar, uma cadeia produtiva onde em sua grande maioria envolve centenas de pessoas em um espaço aglomerado.

A baleia é um excelente filme que explora essa restrição. A história se passa majoritariamente em um único cenário que alterna entre pouquíssimos personagens, na maioria das cenas apenas 2 pessoas interagindo por vez. Dado esta limitação, os diálogos precisam estar muito afiados e as atuações necessitam ser excelentes para segurar aquela dramaticidade. Não a toa, Brendan Faser ganhou o Oscar por esta façanha.

O poder do hábito

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Livros de autoajuda em geral me causam repulsa. Olho para a capa e já fico com raiva daquilo que eu nem li. Não que eu nunca tenha lido, aqui e acolá alguém me convence com aquela frase “mas esse livro vai mudar sua vida” e eu caio. Acho que foi o caso desse aqui, se bem me lembro foi o Cris Dias que mencionou ser o livro de auto ajuda para quem odeia auto ajuda. Também, conversando com meu terapeuta sobre não conseguir manter a meta desenhada para este ano a risca, ele recomendou esta leitura.

The Pitt

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Já vou adiantando que provavelmente essa é uma das melhores séries de 2025. A história se passa durante um plantão no hospital escola de Pittsburg e seus episódios são divididos em intervalos de 1h deste plantão. Sim, a temporada inteira se passa em um intervalo de 15h e isso é muito divertido, como eu falei na postagem sobre a série Adolescência é legal ver a galera inovando no formato da entrega. Você pode estar pensando em como isso pode deixar tudo muito superficial com tão pouco tempo para explorar os personagens mas aí que está parte da diversão, acontece muuuuita coisa no plantão de uma emergência. Neste plantão da temporada então é extremamente caótico, se você já notou eu disse que são 15h de duração e normalmente um plantão leva 12h, logo, temos uma surpresinha no final.

Superinteressante - abril/2025

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No geral achei bem fraquinha essa edição, tudo pareceu pauta B e mesmo com a justificativa do editor não me convenci que “repetir” os assuntos não seja fruto dessa ausência de assunto.

Eu fico sempre assustado com esse crescimento da quantidade de pessoas evangélicas no Brasil. Ainda mais essa versão das igrejas baladas onde você tem que comprar a agulha e o camelo para garantir a vaga no céu, sempre fico com aquele sorriso meio constrangedor quando assisto os vídeos do Cauê Moura explorando esse universo. Mas nada de novo sobre o Sol, é da natureza do capitalismo querer converter tudo em dinheiro, ou como diria o Emicida:

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Na postagem da edição de março da revista Superinteressante eu refleti sobre o conceito de não-lugar, e isso ficou ressoando na minha cabeça por bastante tempo. Como se tivesse sido desbloqueado uma funcionalidade no meu cérebro para reparar nessa arquitetura que tomou conta de tudo.

Para quem nunca ouviu falar deste conceito segue o artigo que mencionei anteriormente.

Em termos gerais, não-lugar remete aos espaços que não dispõem de uma identidade cultural forte, em que as relações humanas se traduzem em relações transitórias e anônimas. Esses lugares são comumente ligados à modernidade, globalização e também a urbanização. Fonte: conceito.de

V de Vingança

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Recentemente caí em um vídeo do Quadrinho na Sarjeta falando sobre a obra V de Vingança e como o filme fez um desserviço para o quadrinho a ponto de o próprio Alan Moore não querer ter seu nome relacionado a adaptação cinematográfica. Minha curiosidade despertou imediatamente “pera lá, eu lembro de ter gostado desse filme anos atrás quando assisti-o”. Na pegada de ler quadrinhos clássicos, dediquei algumas horas para saborear esta obra.