Mês passado eu fiz uma postagem sobre a série do Demolidor na Netflix
justamente inspirado por esta nova edição que estava para sair. De fato, é possível entender essa nova temporada como uma continuação da obra passada, não apenas pela manutenção dos personagens mas a trama usa de fatos anteriormente narrados para dar prosseguimento a história.
É preciso usar um pouco de imaginação para preencher as lacunas da mudança de universo entre as temporadas e os roteiristas não colaboram com isso. Beleza, os personagens base estão ali mas logo no primeiro episódio tudo vira do avesso e a expectativa gerada na continuação dos dilemas da obra anterior vai para o ralo. Dá um sentimento de ser feito de bobo por todos os anúncios levarem para uma direção mas na prática eles querem exibir outra coisa. Até aí tudo bem, são poucos episódios por temporada e isso poderia ser o prelúdio de que eles correriam para desenvolver os novos conflitos, certo? Poisé, não é bem assim. Acho que a Disney, mesmo contra o seu histórico, manter a classificação indicativa +18 foi um acerto, já que a história pede a exposição de cenas de violência explícita para a construção do temperamento dos personagens. Não estamos falando apenas de criminosos quaisquer, estamos falando do Rei do Crime.