Minecraft - o filme

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Quando o jogo do Minecraft foi lançado lá pra 2010, confesso que torci o nariz. Com a ideia de jogos cada vez mais realistas vindos na sequência de Crysis, Minecraft parecia algo bobo demais com aqueles cubinhos retrô e a ideia de criação como um The Sims infantil. Jogo de criancinha.

Passados muitos anos o Arthur começou se aventurar no mundo dos jogos, com uns 4 anos de idade, o Minecraft foi dos primeiros jogos que ele despertou seu interesse. Então, com a ideia de estimulá-lo a explorar o mundo dos jogos, super incentivei a conhecer este “jogo de criancinha”. Para ensiná-lo e guiá-lo eu resolvi aprender e jogar em conjunto e me surpreendi com o jogo. Todo o preconceito com a obra se desfez pois encontrei ali um super jogo de estímulo a criatividade. Passado 5 anos, o Arthur ainda se diverte com minecraft até os dias de hoje, e ainda me surpreendo com algumas possibilidades que o jogo permite, como eles terem um servidor para jogar com os amigos onde construíram um mundo próprio, cheio dos bagulhete automatizado de RedStone.

Palestina - uma nação ocupada

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Quando li Maus a primeira vez fiquei em choque. Se bem me lembro foi a primeira novela gráfica que li e antes disso eu ainda carregava o preconceito que quadrinhos apenas eram de superheróis e turma da mônica. O impacto de uma história densa, séria e documental a partir do uso de quadrinhos é bem transformador e este HQ em específico consegue alavancar o subtexto a partir das imagens sequenciais de uma maneira impressionante.
Fiquei aficcionado pelo gênero (se é que pode se chamar assim) e já nas minhas pesquisas iniciais em busca de obras parecidas Palestina do Joe Sacco é citada, porém nunca consegui ter acesso a obra.

Split Fiction

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Na postagem anterior sobre A Way Out eu mencionei que A Haze Light estava desenvolvendo um novo jogo que eu com certeza jogaria, o que eu não sabia naquele momento é que seria lançado ainda este mês 🤣
Split Fiction vem na mesma pegada dos jogos anteriores, um jogo cooperativo onde os personagens principais precisam interagir em conjunto para conseguir avançar na trama. Dessa vez temos duas escritoras, uma de ficção-científica e a outra de fantasia, que ficam presas em seus mundos imaginados lidando com os desafios inventados por elas mesmas enquanto tratam dos seus dilemas pessoais.

Superinteressante - março/2025

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Começar esta edição com a reflexão do Bruno Vaiano sobre os “não-lugares” foi muito interessante. Nunca tinha refletido sobre essa pasteurização dos ambientes comuns afim de neutralizar a experiência dos turistas. Quando trabalhei com ArchViz sempre relacionava esse design morto como decisões puramente financeiras mas de fato não tem nada que a globalização não tenha transformado.

Matéria da capa deste mês vem falar sobre todo o mercado Trilionário (com T de tapioca) resultante desta “cultura do bem-estar”. Os dados me surpreenderam, na estimativa mais conservadora o mercado supera o da indústria farmacêutica que já é um dos maiores do mundo. Esse volume vem da escala que essa área abrange - desde coisas úteis e importantes para a vida como saúde mental, alimentação saudável, até as maiores picaretagens imaginadas como shot de imunidade ou aromaterapia.
E como era de se esperar, o mercado brasileiro nada mais é do que a tentativa de trazer tudo enlatado dos EUA, um dos países mais permissivos na vigilância desses produtos, com um lobby gigantesco e milhares de crimes cometidos anualmente.
Felizmente, a ANVISA faz um papel importantíssimo nessa regulação por aqui separando “a água suja, do bebê”. Eu sou bem descolado de todo esse mercado. Nas minhas tentativas de uma vida saudável, ou trabalhando para a área de beleza e cosméticos, procuro me atentar minimamente sobre os tópicos que surgem mas sempre torço o nariz no fim pois é muito fácil esbarrar nas mais diversas maluquices vendidas.
Achei muito pertinente toda a atenção que deram aos suplementos vitamínicos, produtos estes que estão em 54% das casas dos brasileiros (essa presença é de 75% nos EUA) sendo em sua grande maioria desnecessários.

AstroBot

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Mas que jogo bom! Divertido daquele jeito de abrir um sorrisão enquanto passa em cada desafio. Você é diretamente levado para aquela sentimento gostoso de quando se jogou Crash Bandicoot pela primeira vez. Lembro de ter sentido a mesma coisa quando joguei o Mario Odyssey, esse sentimento de um jogo descompromissado mas muito bem acabado: músicas, puzzles, chefões, easter eggs, etc. Realmente toda aquela balbúrdia das pessoas questionando ele ter sido o jogo do ano parece tão bobo. Todos os critérios elencados para a categoria estão lá muito bem entregues: é divertido, é inovador, é bem executado, é desafiador. Pô, a Sony conseguir fazer tudo isso em um publi deixa tudo ainda mais impressionante.

Adolescência

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Nesse mundo lotado de conteúdo é difícil surgir algo para surpreender. As séries focadas em virar impressoras de dinheiro têm focado cada vez mais em “comoditizar” as experiências e replicarem essa fórmula por 5-10-20 temporadas ou como diria Tyler Durden “Tudo é uma cópia de uma cópia de uma cópia”.
Acho que por conta disto, tenho cada vez mais gostado de minisséries. História já pensada do começo ao fim, focando no essencial para que a mensagem seja passada com clareza e o público entretido na dose certa. Você não precisa investir um tempo que você sabe que está sendo enrolado pelos produtores só para faturar mais.