Superinteressante - fevereiro/2025

si-fev-2025

Eu me peguei esses dias tentando lembrar de um artigo que gostei bastante em uma edição passada da Superinteressante. Fiquei pensando “Pô, se eu tivesse feito uma postagem sobre esse artigo no blog hoje eu conseguiria achar fácil”. Por conta disso resolvi documentar aqui também as leituras mais legais que tive em cada edição.

A matéria de capa é sobre a nova lei que proibe o uso de celulares nas escolas. Não sei se é por eu consumir muuuitos assuntos sobre isso, como mencionei na postagem de abertura do blog, acredito que esse uso excessivo de celular é o cigarro da nossa geração, mas achei que a matéria se aprofunda pouco no tópico. Pareceu um grande “Já tava na hora”. A parte que achei mais legal foi os gráficos mostrando a relação entre as notas do PISA e as política de restrição de acesso a eletrônicos para alunos. Como brinca a matéria, não precisa ser nenhum Piaget pra entender o porquê. Acho que a matéria encerra com uma mensagem importante: não tem como simplesmente proibir o uso, parte de ser um adulto funcional também exige que tenhamos contato com o digital, a questão é entender como e quando usar corretamente.

A Noite que Mudou o Pop

The_Greatest_Night_In_Pop_A2021_2_4_462

Se me dissessem: assiste aqui esse filme onde vários estadunidenses vão se juntar para acabar com a fome do mundo com o poder da música. Eu com certeza riria e acharia que é uma referência de Ursinhos Carinhosos.

Uma coisa que também me fez torcer o nariz foi o título. A Noite que Mudou o Pop é de uma prepotência sem tamanho, até que eu percebi que essa conotação vem da tradução do título para o português. Só eu que achei essa mudança na tradução completamente boba?

God of War - Ragnarok

god-of-war-ragnarok

Como chama o primeiro jogo do Kratos na mitologia nórdica? Chamar só de God of War não contextualiza corretamente, o segundo dá pra chamar só de Ragnarok, aí o primeiro fica esse lance de ter que falar deus-da-guerra-na-mitologia-nórdica, ou deus-da-guerra-novo-antes-do-ragnarok. Enfim, ano passado joguei o primeiro junto com o Arthur na pegada que já mencionei de “morreu passa o controle”. Foi muito massa porque o Tuts não estava habituado a jogar triple-A e sofreu bastante com a jogabilidade de luta. Só que logo ele pegou o jeito e encerramos o jogo no ápice do aprendizado dele tankando o Baldur.

Happy!

happy!

Enquanto decidia qual seria a próxima leitura achei um quadrinho perdido aqui em casa e resolvi dar uma chance. Foi como um daqueles casos que citei anteriormente que fui pego pela capa, coincidentemente ou não, a capa também é branca com azul minimalista 🤣

Happy! conta a história de um agente de polícia que foi expulso da corporação e hoje trabalha como mercenário, uma narrativa que aparentemente parece clichê é supreendida com um adereço muito fora do comum: ele começa a interagir com um amigo imaginário. Os desenhos são lindos, em um mundo sujo e hiperrealista o traço Darick Robertson se encaixa muito bem. A trama é cínica e faz questão de apontar a todo instante o quão fudido é esse mundo que vivemos, o que contrasta muito bem com a ideia de um “anjo da guarda” imaginário acompanhando uma máquina de matar.

Antropoceno: Notas Sobre a Vida na Terra

antropoceno

Recém passado a pandemia, eu estava precisando de um respiro otimista do mundo. Eu, como uma uma pessoa sem crenças religiosas, estava achando muito difícil de enxergar o lado positivo nesse “novo normal” tão falado. Então, ouvi críticas positivas sobre o livro Humanidade: Uma história otimista do homem que tinha como objetivo justamente trazer essa perspectiva de esperança sobre os seres humanos. Confesso que não gostei do livro. Sequer terminei. Pra mim estava intragável a ideia do autor em caçar coisas positivas no meio do caos. Lembro de uma passagem que o autor tenta amenizar o absurdo da 2a guerra mundial pois as pessoas ainda procuravam os amigos para beber e conversar. Pareceu-me um exercício deliberado de ignorar as coisas ruins para deixar o pouquíssimo que há de bom florescer. Não faz o menor sentido.

Skeleton Crew

skeleton-crew

Não acompanho Star Wars. Não tenho apreço pelos filmes clássicos. Não conheço as mil sagas relacionados ao personagem B que aparece no canto da tela do lado do mestre Yoda… Não joguei os jogos clássicos, ou assisti as animações, mal entendo as referências e piadas que se espalham pela cultura pop. Caguei pro pai do Luke.

Preciso começar qualquer papo sobre correlatos de Star Wars com essa ressalva por que minha visão é sim limitada sobre esse universo. Acho que não estou sozinho nessa, sei que as gerações mais novas também não alimentam esse sacramento, logo, me arrisco a assistir as coisas “novas” que surgem para essa trama, pois sei que os roteiristas e diretores não vão exigir que eu conheça mil coisas prévias para acompanhar a história. Dito isto, gostei muito de Mandalorian e Andor. Não que seja a última coca-cola do deserto, mas são histórias divertidas em um mundo interessante.