Red Dead Redemption 1

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Tentei jogar o 2 algumas vezes mas sempre dá uma preguiça de continuar, então meio que pensei em jogar o primeiro, já que é um jogo menor e mais focado na jogatina do que na história. Isso é bem legal de notar, os jogos das gerações anteriores tinham mais “cara de jogo”. Sabe a reflexão que fiz sobre o Expedition 33 ?! RDR1 tem uma história simples, nada absurdamente instigante, que serve apenas para conduzir o personagem ao próximo desafio. Algo meio como “a princesa está no próximo castelo”.

Quarto de despejo

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A primeira vez que ouvi a poesia de Carolina Maria de Jesus foi em uma música do Inquérito , devo ter escutado este trecho algumas milhares de vezes:

Quando descobri que sou poetisa, fiquei tão triste
Há várias coisas belas no mundo que não é possível descrever
Quero ser livre igual ao sol

Então, quando um amigo do trabalho recentemente me recomendou este livro não me soou distante, desconhecido. Nunca tinha lido nada dela, não conhecia sua obra, sua história, sequer uma foto exibida em um jornal. Nada. Não é estranho? Conheço autores de todos os cantos do mundo, vi entrevistas deles passando no Fantástico, acompanho memes em redes sociais… Convido-os a refletir junto comigo, por que esta autora brasileira não ocupa este espaço no nosso imaginário cultural?

Frankstein

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Saí com sentimentos confusos dessa obra. Acho que preciso falar inicialmente dos aspectos técnicos: achei muito bem produzido. Os cenários, os figurinos, cada detalhe na ambientação ali desenhada foi pensado com muita atenção e carinho.

Achei o início muito bem executado, a primeira parte que foca no Doutor (Viktor) tem personalidade. Você consegue captar claramente a motivação dele, de onde vem o seu desejo por fazer as coisas diferentes. A alegoria do filho proteger a mãe e querer ser superior o pai, por mais conveniente que seja, está bem estruturada. Os conflitos apresentados na introdução, a lei, a guerra, o amor, tudo isso enriquece o enredo. Tudo caricato demais? Não sei. Talvez histriônico. Teatral, quem sabe. Não me incomodou. Achei que o tom ficou adequado a obra.

Uma batalha após a outra

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Bom filme! As mais de 3 horas voaram diante da dosagem certa entre a ação frenética e investigação tensa. Achei ele bem objetivo nas mensagens ali escancaradas na tela, tudo ficando bem mais fácil de ser contemplado com as belíssimas atuações entregues.

Não consegui deixar de notar várias semelhanças com o Guerra Civil (2024) . Existe uma tensão social sendo criada nos EUA caminhando diretamente para o confronto armado. Para um país que já tem o histórico de guerra entre os seus conterrâneos, este fantasma deve estar sempre assombrando cada cidadão.

Do que eu falo quando eu falo de corrida

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Já com a meta do ano na cabeça, aproveitei para colocar na fila de leituras esta obra que já muito ouvi falar bem. Haruki Murakami, que já tinha me despertado interesse por sua escrita no “Homens sem mulheres” , traz neste livro uma espécie de autobiografia a partir da sua relação com o hábito de correr. A narrativa não apenas descreve o interesse do autor pelo esporte mas conta pequenas histórias que ele vivenciou correndo as mais diversas provas - maratonas, triatlons, treinos avulsos - nos mais diferentes locais do planeta. Por exemplo, uma das crônicas que mais chamou minha atenção foi a que ele correu uma prova de 100 KM em uma cidadezinha no interior do Japão. Já imaginou? Ter a capacidade física e mental de conseguir correr uma distância maior que duas maratonas inteiras… E eu aqui sofrendo a cada novo KM.

All her fault

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Mais um ponto para as minisséries. Assim como pontuei na postagem de Adolescência , gostei muito desta série por conseguir explorar tópicos complexos em uma trama bem distribuída em poucos episódios.

Esta série narra a investigação do desaparecimento de uma criança de 5 anos e os conflitos gerados na família no desdobrar deste caso. Assim como o título da obra explicita, a primeira vista, é dado bastante ênfase no papel da mãe neste desaparecimento. Porém, através de nuances na história, discute-se como a sociedade de maneira subjetiva impõe responsabilidades demasiadas nas mulheres. Acho que o foco aqui está nas palavras nuances e subjetiva pois os diálogos, muito bem construídos, sempre tentam apontar na direção oposta. Frases como “você é um ser humano melhor”, “não conseguiria sem você”, “Eu admiro como você consegue dar conta de tudo sozinha.”, podem, aparentemente, ter conotações positivas mas claramente escancaram um relacionamento onde o peso é desproporcionalmente distribuído nos papéis de gênero.