O que mais gostei até aqui

Acho que o título resume bem a ideia, vou compilar as coisas que mais gostei e falei sobre de janeiro para cá, com um porém: vou adicionar uma seção para falar das coisas que não escrevi sobre… A principal ideia deste blog, como falei na postagem inicial , era documentar os conteúdos que ando consumindo e externalizar os pensamentos que vagueiam pela minha mente enquanto os absorvo. Acontece que tiveram algumas obras que eu não terminei (e quem sabe nunca terminarei), logo, não tinha uma opinião formada completa para ter uma postagem digna.

Flores para Algernon

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Um livro com uma premissa bem simples mas muuuito curiosa: e se fosse possível aumentar a inteligência de uma pessoa com deficiência intelectual? O livro é de 1959, então confesso que tive certo estranhamento com alguns termos usados como: retardado ou imbecil. Também é possível sentir esta temporalidade quando vemos certo apreço a algumas correntes científicas e culturais que estavam bastante efervescentes naquele período: quociente de inteligência, interpretação de sonhos, behaviorismo, liberdade sexual, etc. Impossível não criar paralelos com Laranja Mecânica, um clássico que gosto bastante da mesma época, tanto no conteúdo quanto na execução. A tentativa de moldar a psique de um ser humano através de manipulações científicas e toda essa experiência narrada em primeira pessoa pelo sujeito do experimento.

Pecadores

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Esse é uma daquelas obras que é muito difícil descrever sem acabar tropeçando em algum spoiler, então se você é do tipo que se importa mas quer saber se vale a pena dar uma chance: eu super recomendo! Inclusive, procura assistir com o mínimo de informação possível e garanto que irá se surpreender.

🚨 Área com spoilers 🚨

Não tem como imediatamente não relacionar com dois clássicos do Tarantino: Drink no Inferno e Django Livre. A estrutura em si já remete as obras do Quentin com essa ideia de misturar estilos e histórias formando algo muito maior. Quantas vezes já vimos a história do artista rebelde que resolve confrontar os pais conservadores? Ou daquele selfmade-man que volta para a cidade natal mostrar o que aprendeu na cidade grande. Ou a alegoria do período segregacionista estadunidense. Agora fazer tudo isto com uma história de vampiros caçadores é divertido demais.

Não seguindo a meta

Vou tentar trazer todo mês uma breve atualização dessa sina, nem que seja pra me manter motivado e lembrando desse tópico.

Não rolou. Fevereiro foi o último relato que fiz sobre a rotina de exercícios porque não consegui manter a sequência. Tentava mas logo parava. Ao longo dos meses deste primeiro semestre eu até tentei por várias vezes: mudava o horário de fazer exercício, ficava abstêmio para diminuir calorias, preparava as marmitas para a semana. Passavam-se 10 dias e tudo já saía do eixo. Fato documentado (ou a ausência do fato) de meu peso não mudar quase nada desde a primeira semana de fevereiro. De certa maneira isso é bom, só que estava muito aquém do que eu planejava.

The Bear - 4a temporada

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The Bear é uma das minhas séries favoritas da vida. Sempre que posso recomendo a deus e o mundo e vem funcionado bastante, agrada a todos os públicos. Mas toda temporada que se encerra eu tenho o mesmo discurso: não precisa de mais nada, já pode acabar por aqui que tá perfeito. Desde a primeira. Quer dizer, na primeira eu tive esse discurso de maneira mais efusiva, o ciclo do restaurante se encerra muito bem, até que é apresentada a segunda temporada de maneira primorosa e eu não sabia que eu precisava tanto daquilo. Não esperava nada e recebi tudo. Então, continuei repetindo que não precisava de mais episódios mas quando mais uma temporada se anunciava, vinha-me um calorzinho no coração que só essa série consegue trazer. Se você já assistiu, você sabe do que eu estou falando.

Grande Sertão: veredas

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Não tive a felicidade de experenciar esse autor em tempos de escola, como muitos tiveram. Mas até consigo imaginar o meu Eu ranzinza da adolescência reclamando disto 🤣 Eu no ápice dos hormônios juvenis defenderia que adolescentes precisam ler Dan Brown e Game of Thrones. Aaa o tempo…

Digo tudo isto pois já tinha tentado ler essa obra algumas outras vezes. Só que existe um entrave ali nas primeiras páginas que vai dar um banho de humildade nos desavisados. Todo o neologismo de Guimarães Rosa moldado em obras clássicas da literatura europeia assusta e muito no primeiro contato. Então, ter a oportunidade de ter um profissional das letras acompanhando esta jornada junto com Riobaldo, parece-me ser um facilitador enorme para melhor absorver tantas possibilidades que este enredo tem para entregar.