Skeleton Crew
Não acompanho Star Wars. Não tenho apreço pelos filmes clássicos. Não conheço as mil sagas relacionados ao personagem B que aparece no canto da tela do lado do mestre Yoda… Não joguei os jogos clássicos, ou assisti as animações, mal entendo as referências e piadas que se espalham pela cultura pop. Caguei pro pai do Luke.
Preciso começar qualquer papo sobre correlatos de Star Wars com essa ressalva por que minha visão é sim limitada sobre esse universo. Acho que não estou sozinho nessa, sei que as gerações mais novas também não alimentam esse sacramento, logo, me arrisco a assistir as coisas “novas” que surgem para essa trama, pois sei que os roteiristas e diretores não vão exigir que eu conheça mil coisas prévias para acompanhar a história. Dito isto, gostei muito de Mandalorian e Andor. Não que seja a última coca-cola do deserto, mas são histórias divertidas em um mundo interessante.
E quando vi o trailer de Skeleton Crew sabia que ia curtir. Como já mencionei em uma postagem anterior , gosto muito de crianças fazendo criancices. Existe uma beleza singular na ingenuidade de um moleque descobrindo o mundo através de uma aventura aleatória. As interações entre crianças têm esse “Q” de inocente e sincero, sem politicagens ou complicações que só a cabeça desesperada do adulto consegue produzir.
E é essa a beleza da série.
São crianças das mais diversas, idades, tamanhos, gênios, cores, trombas, explorando literalmente mundos diferentes enquanto fogem dos problemas dos adultos: foda-se a República, Jedis, Resistência, Tesouro. Crianças querem brincar até cansar e no fim do dia voltar pra casa.
No fim, acho que Star Wars tem esse significado pra mim hoje em dia. É uma trama intergalática muito detalhada no macro, mas o divertido são as tretas que rolam no micro. Sabe o que Black Mirror virou para tecnologia e distopia? Pra mim é Star Wars para galáxias e aventura.
