<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><title>Familia on Notas de uma mente inquieta</title><link>https://www.gustavobelo.com/tags/familia/</link><description>Recent content in Familia on Notas de uma mente inquieta</description><generator>Hugo</generator><language>pt-br</language><lastBuildDate>Sat, 30 Aug 2025 20:31:00 +0000</lastBuildDate><atom:link href="https://www.gustavobelo.com/tags/familia/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>Sobre (en)lutar</title><link>https://www.gustavobelo.com/posts/2025/08/30/sobreenlutar/</link><pubDate>Sat, 30 Aug 2025 20:31:00 +0000</pubDate><guid>https://www.gustavobelo.com/posts/2025/08/30/sobreenlutar/</guid><description>&lt;p&gt;Esses dias, conversei com meu terapeuta sobre como não sei lidar com a morte. Como uma criança foge da própria sombra, corro deste tema e ele sempre me alcança. Narrei um evento da adolescência que sempre me recordo nesses momentos: chegando da escola minha mãe contou que a vó de um amigo muito próximo tinha falecido e que seria importante eu passar lá para confortá-lo. Eu, que apesar de até aquele momento, já havia perdido meus dois avós enquanto criança, pouco entendia sobre a morte. Pior, pouco entendia sobre o luto.&#10;Eu passei lá, estive lá, mas não soube como adentrar naqueles meandros para permitir, de qualquer maneira, aliviar aquela dor que tanto o afligia.&#10;Não sabia exatamente o que dizer. Eu sabia frases que eu já tinha ouvido que eram utilizadas para preencher aquele silêncio pesado: &amp;ldquo;Ela está em um lugar melhor&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Deus sabe de todas as coisas&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Agora ela está em paz&amp;rdquo; que quem me conhece minimamente sabe que eu não acredito. Contudo, o que eu acredito tampouco serve para ser utilizado nestes momentos tão delicados. Logo, não disse nada.&lt;/p&gt;</description></item></channel></rss>